sábado, 22 de maio de 2010

Garganta

Minha garganta estranha
Quando não te vejo
Me vem um desejo
Doido de gritar

Minha garganta arranha
A tinta e os azulejos
Do teu quarto, da cozinha
Da sala de estar

Venho madrugada
Perturbar teu sono
Como um cão sem dono
Me ponho a ladrar

Atravesso o travesseiro
Te reviro pelo avesso
Tua cabeça enlouqueço
Faço ela rodar

Sei que não sou santa
Às vezes vou na cara dura
Às vezes ajo com candura
Pra te conquistar

Mas não sou beata
Me criei na rua
E não mudo minha postura
Só pra te agradar

Vim parar nessa cidade
Por força da circunstância
Sou assim desde criança
Me criei meio sem lar

Aprendi a me virar sozinha
E se eu tô te dando linha
É pra (comer você)depois te... Han!

Aprendi a me virar sozinha
E se eu tô te dando linha
É pra depois te abandonar...

Ana Carolina

2 comentários:

  1. Adoro essa música. E as simples e profundas palavras dela sempre me tocam.

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  2. tem selinho pra ti no meu blog, querida. beijos.

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